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Usinas de Reciclagem de entulho e o COVID-19

Por: Amanda Vieira


Durante a pandemia do COVID-19 o grande desafio do sistema de saúde brasileiro tem sido atender a demanda de infectados nas UTIs. A superlotação é ocasionada pela ineficiência do sistema em absorver o grande número de casos, pois, faltam: leitos, equipamentos, profissionais de saúde e condições adequadas de tratamento.


Paralelo a isso, os hospitais ainda sofrem em decorrência de outras doenças que já sobrecarregavam as unidades de atendimento. Casos de dengue, chikungunya e zika vírus, por exemplo, já eram responsáveis por grande parte das internações.


Segundo dados apresentados pela Secretaria de Saúde (Sesa) do Espírito Santo, no primeiro semestre de 2020, foram notificados 40.369 casos suspeitos de dengue, 986 casos suspeitos de infecção pelo zika vírus e 14.095 casos de chikungunya. Nesse cenário, as usinas de reciclagem possuem papel fundamental ao auxiliarem na eliminação de focos de vetores proliferadores dessas doenças, contribuindo para redução do número de internações que se somariam as causadas pelo COVID-19.


O entulho, quando descartado em locais irregulares, como ruas e terrenos baldios, propicia o acúmulo de água parada, cenário perfeito para proliferação, por exemplo, do Aedes aegypti (mosquito transmissor). Quando direcionados as usinas de reciclagem, o resíduo recebe o tratamento adequado e necessário para promover a preservação da saúde humana e do meio ambiente.


Descarte irregular de entulho no município de Vila Velha - ES


Mas para que isso aconteça geradores, transportadores e as prefeituras tem responsabilidades fundamentais para garantir que o entulho não tenha como destino final os pontos de descarte clandestino. Cada gerador, pequeno ou grande, deve garantir que seu resíduo siga o percurso correto, seja levando o entulho para as destinações licenciadas do município ou contratando transportadores cadastrados e exigindo o comprovante da destinação.


Já os transportadores devem cumprir seu papel exigido por lei ambiental, de sempre levar os resíduos para a destinação correta. Enquanto isso, as prefeituras devem garantir a fiscalização constante das ações irregulares, aplicando multas e penalidades aos infratores.


Nessa pandemia, todos nós possuímos responsabilidades individuais e coletivas, é papel cada um fazer a sua parte. Vamos juntos!


Amanda Vieira

Engenheira Civil pela Universidade Federal do Espírito Santo

Pós Graduação em Administração de Empresas pela FGV

#vilarecicla #rcd #vamosjuntos 



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